Os rótulos e a música…
Terça-feira, 13/Novembro/2007
Hoje em dia é muito comum acontecer o que os americanos chamam de tagging – ou “etiquetagem” – das bandas e qualquer um que se atreva a entrar no mundinho exclusivo e selvagem da música. Culpa de um mercado fonográfico cada vez mais corrompido, de uma massa de ouvintes sem senso crítico e do número cada vez maior de oportunistas que se auto-denominam “bandas”, que produzem toneladas de lixo auditivo ou “barulho ritmado”. Inclusive eu e um amigo brincamos ainda outro dia sobre os livros de história da música de 2347, onde poderíamos encontrar que “em fins do século XX e começo do XXI a música iniciou sua espiral descendente em uma velocidade muito acelerada, com o surgimento de pseudo-estilos pseudo-musicais,” etc, etc, etc… Mas voltando ao tagging, conversando com mais amigos, fizemos uma brincadeira e tentamos imaginar como funcionaria esse tagging durante o barroco e o romântico. Confesso que dei boas risadas – e se você não der… Bem… Sinta-se 10% mais burro, ou pelo menos 10% menos interessado em música.
Imaginem a ocasião de J.S. Bach olhando para as partituras de Vivaldi com os olhos brilhando e dizendo “Ai, ele fazia um barroco melódico emocional que era uma beleza!”, quando Händel chegaria dizendo “Discordo. Eu acho que o Vivaldi faz um hard barroco old-school muito mais impactante que esses compositores melódicos…”
Alguns anos mais tarde Beethoven analisaria as partituras dos três supracitados. “É, esse Vivaldi sabia mesmo o que estava fazendo. Ele fazia um über-soft barroco neo-old-school melódico muito interessante… Já o Bach-pai era um cara muito mais emocional e chocante, fazia um barroco proto-romântico emocional muito bom. Não posso dizer o mesmo de Händel, com seu pseudo-hard barroco old-school… Não suporto esse cara!”
Mais tarde, Wagner olharia para todos e faria uma nova interpretação. “Beethoven falou bem sobre Vivaldi e Bach-pai, mas acho que ele subestimou demais o Händel. Eu diria que ele é mais um dark barroco old-school muito mais denso do que aparenta… E bem, o próprio Beethoven faz um emotional romanticore pós-barroco que não está entre os meus favoritos.”
Cara, esse blog tem um estilo old school, meio melódico com um toque de estilo parnasiano =T
… o.o uau